Clínica: (21) 3613-4848 / (21) 96771-0877 | Escola: (21) 3613-4849 / (21) 99978-7575 | cursos@ietecs.com.br
    Cadastro

Sífilis congênita como causa de Hidropisia fetal não imune

O artigo “Sífilis congênita: Relato de caso e considerações clínico-epidemiológicas” publicado no Jornal Brasileiro de Ginecologia pelo grupo da IETECS, discute a sífilis congênita como causa de hidropisia fetal não imune.

A sífilis é considerada uma doença pandêmica, que historicamente teve uma redução da sua prevalência na segunda metade do século XX devido ao êxito do emprego da penicilina como tratamento. Contudo, um aumento recente da sífilis tem sido observado no Brasil.

A chegada de um caso de hidropisia fetal não imune a um serviço de medicina fetal remete o raciocínio clínico do fetólogo às mais diversas condições possíveis. A investigação materno-fetal nesses casos é classicamente norteada pelas causas elencadas nas publicações internacionais (Quadro 1). No entanto, há que se contextualizar o meio em que se está inserido. No Brasil, a sífilis é uma causa muito frequente (e, infelizmente, negligenciada) de abortamentos, óbitos fetais e neonatais. Estudo realizado no Rio de Janeiro demonstrou falhas na notificação de casos de abortos e natimortos ao confrontar dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) com os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), com provável subnotificação dos casos de sífilis na base nacional.

Quadro 1: Grupos de causas para hidropisia não imune e suas prevalências (Adapatado de Belinini et al).

Cardiovascular (20,1%)

Idiopáticas (19,8%)

Displasia linfática (15,0%)

Hematológicas (9,3%)

Anomalias cromossomiais (9,0%)

Infecções (7,0%)

Síndromes genéticas (5,5%)

Síndrome de transfusão feto-fetal (4,1%)

Miscelânia (3,6%)

Causas torácicas (2,3%)

Erros inatos do metabolismo (1,3%)

Gastrointestinal (1,3%)

Malformações do trato urinário (0,9%)

Tumores extratorácicos (0,7%)

Fonte: Sífilis congênita: Fernanda do Monte Mauro, Fernando Maia Peixoto Filho, Paulo Roberto Nassar de Carvalho. Relato de caso e considerações clínico-epidemiológicas. J bras Ginec 2017;110-127(1):26-30

 

Artigo completo em: http://sgorj.org.br/jbg/sgorj_JBG_01_jan_jun_2017.pdf

Receba novidades

Cadastre seu e-mail Faça e fique por dentro dos cursos e promoções.

WhatsApp chat